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Imunoterapia: terapia celular como estratégia para o tratamento de câncer

Atualizado: 22 de dez. de 2021

Conheça sobre a estratégia que tem revolucionado as pesquisas na área de oncologia.


Criado por Giovanna Vizzaccaro

O câncer se destaca como um dos maiores problemas de saúde pública devido à crescente incidência de casos e mortalidades no mundo. A mais recente estimativa mundial realizada em 2018 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que ocorreram cerca de 9,6 milhões de mortes relacionadas ao câncer, representando um aumento no número de casos em comparação aos anos anteriores. Estudos mostraram que, em nível global, uma a cada seis mortes está relacionada a esta doença, e aproximadamente 70% das mortes por câncer ocorrem em países de baixa e média renda, devido ao diagnóstico tardio e à acessibilidade aos tratamentos. Neste cenário, uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), sinaliza que o Brasil deve registrar para cada triênio 2020-2022 aproximadamente 625 mil novos casos de câncer, representando assim, a extensão do problema no país.

Com isso, a busca e a necessidade imediata por abordagens para o tratamento do câncer tem aumentado nos últimos anos. Diversas terapias destinadas para esta doença são adotadas, estudadas e aprimoradas, visando o controle e a eliminação das células tumorais. Dentre as modalidades estudadas, a imunoterapia tem se destacado. Mas, o que é Imunoterapia? – Imunoterapia é uma modalidade de tratamento voltada para estimulação do sistema imunológico. Esta terapia propõe ajudar o próprio organismo a reconhecer e eliminar células tumorais. Como se trata de um tratamento que estimula o próprio corpo, ela não apresenta efeitos colaterais indesejados, proporcionando maior qualidade de vida aos pacientes.

A imunoterapia apresenta um grande potencial para ser o tratamento mais específico contra tumores, pois sua funcionalidade é baseada no sistema imunológico. Diferentemente dos tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia, a imunoterapia, atinge apenas as células tumorais e não induz efeito colateral sobre as células saudáveis. Dentre os tipos de imunoterapia, a terapia celular têm sido uma promissora abordagem para o tratamento de diferentes tipos de câncer. Então, como funciona? - Em condições naturais, o câncer é capaz de “escapar” do sistema imunológico, impedindo a sua ação. Com isso, a terapia celular consiste em utilizar as células do próprio paciente, que são coletadas e levadas para o laboratório, onde então são “ensinadas” a reconhecer o alvo do câncer, antes de serem devolvidas ao paciente.

Atualmente, a ImunoTera tem direcionado uma pesquisa prova de conceito que utiliza como estratégia a terapia celular baseada em células dendríticas. Este tipo de célula do sistema imune encontra-se em constante estado de alerta no organismo, e é capaz de identificar proteínas que não são naturais do corpo, como as proteínas-alvo do câncer. A pesquisa em parceria com o Hospital das Clínicas (SP), consiste na coleta do sangue de pacientes com lesões pré-cancerígenas de alto-grau, denominadas de neoplasias intraepiteliais cervicais de graus 2 e 3, induzidas por HPV. As células dendríticas são obtidas de amostras de sangue da paciente e estimuladas “in vitro” através de uma tecnologia desenvolvida pela empresa. Após esta etapa, as células dendríticas aprendem a reconhecer o alvo do câncer e são devolvidas à paciente. Espera-se que, no organismo, as células ensinadas com essa tecnologia sejam capazes de ativar outras células do nosso sistema de defesa, como as células T, que por sua vez são capazes de reconhecer e eliminar as células pré-cancerígenas no colo do útero. (saiba mais sobre a tecnologia)


Referências


1. Instituto Nacional do Câncer. Estimativa Incidência de Câncer no Brasil. Vol. 1, Inca. 2020. 124 p.

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